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MEDEIA NEGRA

SINOPSE

O espetáculo solo traz à cena a invisibilidade e exclusão da mulher negra na estrutura social, que privilegia e mantém o poder em determinada classe e gênero. A peça aborda questões fundamentais do universo feminino como maternidade, solidão, identidade, amor, racismo, identidade de gênero, aborto e religião. A plateia, a partir da sua disposição espacial, é colocada frente a frente para se ver diante de questões como gênero, raça e classe. Ao longo da encenação a personagem compartilha suas reflexões sobre passado, presente e futuro junto ao público.  O mesmo mito contado agora a partir de um olhar feminino e negro, carregado de um canto forte e rasgado, inspirado no jazz, blues, hip hop e acalantos africanos que propõem esteticamente um caminho atemporal para o grito de Medeia.

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SERVIÇO

Temporada de Estreia

Dias 14, 15, 16, 21, 22 e 23 de setembro

De sexta a domingo, às 19h

No Espaço Cultural da Barroquinha

Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia entrada).
Venda de ingressos: Sympla - http://www.sympla.com.br/grupovilavox ou 1 hora antes de cada sessão, na bilheteria do teatro.

FICHA TÉCNICA

Conceito e Atuação: Márcia Limma

Direção: Tânia Farias

Assistente de Direção: Gordo Neto

Dramaturgia: Márcio Marciano e Daniel Arcades

Direção Musical e Piano: Roberto Brito

Cenografia e Adereços: Márcia Limma

Coordenação de Produção: Vitor Barreto

Produção Executiva: Márcia Limma, Vitor Barreto e Ramona Gayão

Assistente de Produção: Joker Guiguio

Produção Artística: Bruno Guimarães

Figurino e Visagismo: Rino Carvalho

Assistente de Figurino: Angélica Paixão

Luz: Nando Zâmbia

Assistente em Iluminação e Operação de Luz: Milena Pitombo

Operação de Som: Ivo Conceição

Preparação Vocal: Marcelo Jardim e Meran Vargens

Desenho de Canto e ação vocal: Márcia Limma

Assessoria de Comunicação: Mônica Santana

Artista Gráfico: Caio Sá Telles

Fotografia: Adeloyá Magnoni, João Junior e Alex Santos

Colaboradores: Denise Carrascosa, Luciany Aparecida, Ronaldo Magalhães, Camila Guilera, Antônio Pita, Meran Vargens, Fabíola Nânsure, Diana Ramos, Marta Rodrigues, Débora Moreira, Tânia Bispo e Onisajé.

RELEASE

Grupo Vilavox apresenta nova montagem Medeia Negra

Obra atualiza o mito grego, com música e feminismo negro e estreia no FILTE-Bahia

 

A tragédia grega atualizada na voz e no corpo de uma mulher negra.  Medeia Negra é um grito, épico, lírico e musical. A releitura traz a personagem trágica em um corpo bárbaro, atemporal, negro e sua relação com a versão mais conhecida do mito, do trágico Eurípides. Medeia representa as mães ancestrais que expressam a morte como transformação e reconstrução e não como o fim da vida. Nesta montagem, o mito grego é revisitado pelo processo de descolonização do pensamento patriarcal e, através dele, questiona o condicionamento social que marginaliza, julga e condena corpos considerados inadequados, estrangeiros, estranhos.

Medeia Negra é o mais novo espetáculo do grupo Vilavox, primeiro solo da atriz Márcia Limma, com direção de Tânia Farias (Oi Nóis Aqui Traveiz/RS) e dramaturgia de Marcio Marciano (Coletivo de Teatro Alfenim/PB) e Daniel Arcades (Grupo NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas/BA). A montagem estreia na programação do Festival Latino Americano de Teatro da Bahia – FILTE, no dia 01 de setembro, sábado, e faz mais duas apresentações nos dias 2, domingo, e 8, sábado, sempre às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha. Em seguida, Medeia Negra fará uma temporada de mais dois finais de semana no mesmo local, nos dias 14, 15, 16, 21, 22 e 23, de sexta a domingo, também às 19h.

A peça constrói uma narrativa em que o público é convidado a cada cena a refletir e se posicionar diante das provocações da personagem. A musicalidade das cenas constrói imagens que conduzem o espectador em uma viagem entre diferentes Medeias. A Medeia Negra transborda o interior de uma mulher negra, trazendo à tona os encarceramentos emocionais vividos durante a formação da personalidade e da psique desse feminino.

Mulheres Encarceradas - Ao longo do processo de pesquisa, a artista se aproximou do grupo de extensão Corpos indóceis e Mentes Livres, liderado pela professora Dra. da UFBA Denise Carrascosa, participando das atividades e oficinas realizadas no Conjunto Penal Feminino. O contato com mulheres encarceradas aprofundou a compreensão do arquétipo de Medeia, e contribuiu para que a obra refletisse a condição de mulheres que romperam com diferentes níveis de prisões políticas, históricas e sociais.

 

“As experiências que vivi com elas estão organizadas em uma carta com nossas sensações e desejos. Elas escreveram cartas para Medeia e eu tento responder a elas em uma carta que pra mim é a síntese do nosso laço, da nossa irmandade, das nossas confissões” acrescenta Márcia. O espetáculo faz parte da pesquisa da criadora no Mestrado em Artes Cênicas na Universidade Federal da Bahia.

Toda encenação bebe em referências estéticas de África e Diáspora, como as histórias que permeiam a orixá Nanã, que nunca se dobrou às lógicas dos mundos dos homens, nem exerceu a maternidade de modo convencional. Outra orixá reverenciada é Iansã que em um dos seus mitos versa sobre a capacidade da mulher negra de se camuflar para fugir da violência e usar a magia como força motriz para sua libertação e de seu povo.

Para direção, a atriz convidou Tânia Farias, integrante do Grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, colaboradora no processo criativo da montagem O Castelo da Torre (2015), do repertório do Vilavox. Outro parceiro convocado para o novo trabalho foi Marcio Marciano, fundador do Coletivo Alfenim, da Paraíba, que construiu a dramaturgia de Medeia Negra ao lado do baiano Daniel Arcades, do NATA e um dos nomes mais profícuos na escrita para cena na Bahia. O resultado é uma peça em que  narrativa, canto e musicalidade possibilitam registros cômicos, dramáticos, imagéticos e sensoriais.

O figurino, cabelo e maquiagem, criados por Rino Carvalho, foram inspirados nas simbologias de culturas africanas, no afrofuturismo e nas vestimentas de mulheres na África Subsaariana. Já a cenografia é construída com o próprio público, que é transformado em coro, aguçando um embate entre os universos feminino e masculino. Com assinatura de Nando Zâmbia, a iluminação intensifica o jogo poético a partir das intensidades da personagem, criando um clima ao mesmo tempo mítico, ancestral e contemporâneo.

Márcia Limma - Marcia Limma é atriz, cantora, performer, produtora, professora e mestranda no Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas - PPGAC/UFBA. É uma das fundadoras do grupo Vilavox, há 17 anos, participando de todas as montagens do grupo: Trilhas do Vila (2002), Almanaque da Lua (2003), Primeiro de Abril (2004), Canteiros de Rosa (2006), Labirintos (2008), O Segredo da Arca de Trancoso, (2011), O Castelo da Torre (2015) e Passaredo Passarinholas (2017).

Vilavox - O Vilavox completou 17 anos em 2018. Neste período, o grupo montou nove espetáculos (Trilhas do Vila - 2001, Almanaque da Lua - 2003, Primeiro de Abril - 2004, Canteiros de Rosa - 2006, Labirintos - 2008, O Segredo da Arca de Trancoso - 2012, O Castelo da Torre - 2015, Passaredo Passarinholas - 2016 e Medeia Negra - 2018) e participou de outros dois (Material Fatzer - 2002 e Autorretrato aos 40 - 2004). Publicou 4 edições da Revista Vox da Cena, circulou pelo Brasil com seus espetáculos, atingindo mais de 70 cidades, se apresentou em festivais e mostras, inclusive no exterior. Realizou leituras dramáticas, promoveu oficinas e intercâmbios, debates, palestras e encontros. Foi premiado (O Segredo da Arca de Trancoso - Melhor Espetáculo Infanto-juvenil pelo Prêmio Braskem de Teatro | O Castelo da Torre - Melhor Direção de Meran Vargens também pelo Braskem), ganhou vários editais públicos nas esferas municipal (Arte em Toda Parte - 2015), estadual (Manutenção de Grupos em 2007, 2014, 2016) e federal (Myriam Muniz 2006, 2012 e 2015 e Procultura 2010), idealizou e realiza, em parceria com a Arraial Promoções, o Festival Maré de Março, foi residente do Teatro Vila Velha durante nove anos, sedimentou a Casa Preta Espaço de Cultura, sua sede desde 2010, como um espaço alternativo da cena local, participou ativamente da vida política na área cultural, apoiou grupos, coletivos e artistas, fez parcerias com instituições públicas e privadas e atuou, nos últimos anos, sobretudo, em espaços alternativos públicos (ruas, praças e imóveis) de Salvador. Ao longo desses 17 anos o grupo se consolidou como um dos mais produtivos do estado, sendo reconhecido nacionalmente pelo seu trabalho.

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